Segunda-feira, Março 19, 2007

[there's.a.city,underground,there's.a.city.made.of.glass]

((Ah, a Rádio Educadora.
Todo mundo que passa por Campinas e região tem incrustado no seu cotidiano esse veículo. Gaba-se de ser a única rádio pop/jovem/jabazenta no Brasil a vencer suas concorrentes bregas na sua região. De fato, em Campinas, é bastante fácil ouví-la. Ela toca em qualquer consultório, loja, carro de playobyzinho do Cambuí com o som no máximo, praticamente qualquer paspalho que esqueceu o rádio ligado.
Qualidade da programação a parte, toda vez que escuto a mesma, ou algum techno grudento (90% da programação), bate aquela nostalgia doentia, me faz lembrar daquela cidade iluminada, aquela amostra grátis de metrópole que virou minha segunda casa.
Hoje, depois de muito tempo, pude matar a saudade de Campinas, e da Educadora. Do tempo em que ficava andando por aquelas ruas malcuidadas e cheias de árvores e musgo. E também do tempo em que, assumo, gostava de O-Zone, e tinha vergonha. Pra ouvir, era só ficar uns 20 minutos sintonizados no 91,7. Infalível. Mas apesar de tudo, não foi em Campinas, mas sim no banheiro do shopping daqui, que pude escutar a vinhetinha e enrolar 3 minutos e meio lavando a mão para terminar de escutar Foo Fighters. (gosto, algum problema?)
Ainda vou dedicar um post inteiro, enorme, uma declaração de amor para esse lugar cheio de prefeitos corruptos, praças mal cuidadas, trânsito caótico, e, reza a lenda, homens de orientação sexual duvidosa. Pra mim, Campinas foi a primeira cidade que pude escolher quando me deram opção, e pra sempre, apesar de tudo, o que eu passei lá e o que aprendi lá, desde pular roleta de ônibus até o que é uma cidade de verdade, vai fazer parte da minha memória.