[it´s.just.the.way.the.water.drags.me.down]
Talvez não tenha dito que outra coisa que amo é chuva. Pode ser por isso que nunca corro dela. Eu continuo andando insólito, sem reclamar, levando aqueles pingos d´agua como se fosse uma pena por achar bonito ver ela caindo, nem que seja em cima de mim.
Como hoje. Quando encontrei um toldo, numa avenida com vista para um pasto, parei todo molhado, olhei, e disse pra mim mesmo.
"Não saio daqui enquanto não parar de chover".
Já havia feito tisso. Era noite, e eu, inteiro encharcado, sendo açoitado pelo vento frio. Passei um longo tempo ali esperando, pensando se teria chovido caso eu não tivesse saído de casa. Pode parecer imbecil, mas a primeira coisa que penso quando tomo chuva é que todas pessoas que fizeram eu sofrer devem estar agora quentinhas e abrigadas. E derivado disso, sinto uma sensação mais besta ainda, de culpa por estar embaixo dum teto quando a chuva cai. É mais pelo simbolismo, nada representa melhor a solidão ( e tanto Hollywood como diretores de clipes sem criatividade sabem disso) que estar molhado e sujo, ao relento, passando frio.
De qualquer forma, a chuva estava passando e supostamente deveria ser hora de ir embora. Mas sem nada pra fazer, sem ter praonde ir, e com um resto de dia insuficiente pra ser fazer qualquer coisa, me perguntei porque deveria fazer isso. Tanto na vida, quanto ali, embaixo do toldo, agora que tudo se foi, tanto faz se chover pra sempre.
Como hoje. Quando encontrei um toldo, numa avenida com vista para um pasto, parei todo molhado, olhei, e disse pra mim mesmo.
"Não saio daqui enquanto não parar de chover".
Já havia feito tisso. Era noite, e eu, inteiro encharcado, sendo açoitado pelo vento frio. Passei um longo tempo ali esperando, pensando se teria chovido caso eu não tivesse saído de casa. Pode parecer imbecil, mas a primeira coisa que penso quando tomo chuva é que todas pessoas que fizeram eu sofrer devem estar agora quentinhas e abrigadas. E derivado disso, sinto uma sensação mais besta ainda, de culpa por estar embaixo dum teto quando a chuva cai. É mais pelo simbolismo, nada representa melhor a solidão ( e tanto Hollywood como diretores de clipes sem criatividade sabem disso) que estar molhado e sujo, ao relento, passando frio.
De qualquer forma, a chuva estava passando e supostamente deveria ser hora de ir embora. Mas sem nada pra fazer, sem ter praonde ir, e com um resto de dia insuficiente pra ser fazer qualquer coisa, me perguntei porque deveria fazer isso. Tanto na vida, quanto ali, embaixo do toldo, agora que tudo se foi, tanto faz se chover pra sempre.
