[passing.through.unconscious.states,when.i.awoke.i.was.on]
É mais ou menos um saco acordar todo dia num horário desumando e ir pro emprego. Na verdade, a expectativa é pior que o fato em si. O fato de ir pensando que o dia vai ser uma merda, as vezes é pior que se tudo desse errado no dia.
Com o tempo, eu fui tendo que desenvolver técnicas pra conseguir levantar da cama. Depois do que considero o pior da minha vida, quando já de manhã olhei pro relógio e comecei a chorar, tinha que ter alguma coisa pra me animar. O que eu fazia era pegar o discman, e botar alguma coisa pra ouvir. Teve uma época, umas dores de cotovelo aí, onde a única coisa que eu conseguia ouvir era Machine Gun, do Slowdive, eu andava cerca de 50 minutos com essa música no repeat. E quando acabava a pilha, ou coisa do gênero, meu dia acabava junto. Quando chegava por voltar das 7 e 10 no emprego, poxa, era triste, mas a parte boa do meu dia acabava tão cedo.
Com o tempo fui precisando de mais e mais, como uma droga, chegou uma hora que virou uma estratégia de guerra acordar e conseguir ter coragem de viver o dia: relógio 20 minutos adiantado, acordar uma hora antes ficar vendo tv, comprar uma bolacha na padaria antes de ir. E ao chegar lá, ficava viajando, ausente, como sempre, sonhando acordado com o futuro da banda, com a viagem que vou fazer no fim do ano, sonhando com algum dia ter uma menina que me ame, todos os sonhinhos adolescentes, só pra hora passar de uma maneira suportável. E poxa, se uma dessas coisas com a qual sonho acordado fosse verdade, não precisaria de nada disso.
Na verdade, assim como o Ian Curtis, o Karl Marx é outro gênio que resumiu tudo isso de uma forma muito mais simples que está no meu profile de orkut e não vai sair tão cedo:
"A exigência de abandonar as ilusões sobre sua condição é a exigência de abandonar uma condição que necessita de ilusões"
ps: eu não atualizo essa porra porque ninguém lê ué.
Com o tempo, eu fui tendo que desenvolver técnicas pra conseguir levantar da cama. Depois do que considero o pior da minha vida, quando já de manhã olhei pro relógio e comecei a chorar, tinha que ter alguma coisa pra me animar. O que eu fazia era pegar o discman, e botar alguma coisa pra ouvir. Teve uma época, umas dores de cotovelo aí, onde a única coisa que eu conseguia ouvir era Machine Gun, do Slowdive, eu andava cerca de 50 minutos com essa música no repeat. E quando acabava a pilha, ou coisa do gênero, meu dia acabava junto. Quando chegava por voltar das 7 e 10 no emprego, poxa, era triste, mas a parte boa do meu dia acabava tão cedo.
Com o tempo fui precisando de mais e mais, como uma droga, chegou uma hora que virou uma estratégia de guerra acordar e conseguir ter coragem de viver o dia: relógio 20 minutos adiantado, acordar uma hora antes ficar vendo tv, comprar uma bolacha na padaria antes de ir. E ao chegar lá, ficava viajando, ausente, como sempre, sonhando acordado com o futuro da banda, com a viagem que vou fazer no fim do ano, sonhando com algum dia ter uma menina que me ame, todos os sonhinhos adolescentes, só pra hora passar de uma maneira suportável. E poxa, se uma dessas coisas com a qual sonho acordado fosse verdade, não precisaria de nada disso.
Na verdade, assim como o Ian Curtis, o Karl Marx é outro gênio que resumiu tudo isso de uma forma muito mais simples que está no meu profile de orkut e não vai sair tão cedo:
"A exigência de abandonar as ilusões sobre sua condição é a exigência de abandonar uma condição que necessita de ilusões"
ps: eu não atualizo essa porra porque ninguém lê ué.
