[welcome.ghosts]
Já me fizeram essa pergunta, e eu refiz ela a mim mesmo: "Luiz, porque gostas tanto dessa cidade?"
Eu amo São Paulo por gratidão. Porque a ela devo as melhores horas e pessoas que conheci na vida. Porque a ela devo grande parte do que aprendi, aquela sabedoria que você só adquire saindo as ruas e levando um tapa na cara da vida.
E você vê que a vida não é tão ruim assim quando te dá esse tapa, ela te aponta, no chão mesmo, uma porta e diz "Vá lá e faça igual". Vá lá, e entre no jogo. E em nenhum lugar a vida é tão reluzente, nenhum lugar a vida é tão vida como São Paulo. Ao invés de ver um monte de vidas massificadas em uma naqueles vagões cheios de gente, eu vejo um milhão de histórias no mesmo lugar, em cada rosto um sentimento impresso, todos igualmente únicos e com algo pra te ensinar. Mais que o patrimônio de São Paulo, a história de São Paulo, ainda há a história das pessoas de São Paulo, cada uma delas como se carregasse um filme apoteótico e acelerado lutando pela sobrevivência.
Vejo vida em todas aquelas luzes, naquelas ruas que não param nem de madrugada, vejo vida apesar dos carros e da sujeira tentarem matar tudo, e dali, a vida só renasce mais forte, e mais uma vez, é aquela cidade me ensinando a lutar até a morte, a cair no chão e se reerguer, sujo de poeira, sangue, ou o que mais for, como ela já se reergueu das mãos de todo tipo de ladrão, criminoso, terrorista. Vejo ela como uma pessoa, uma mãe enorme, abraçando seus 13 milhões de filhos, uns mais ingratos que outros, outro tentando lhe arrancar sua parte até ferí-la, mas nem assim, ela desiste ou morre.
(continua)
Eu amo São Paulo por gratidão. Porque a ela devo as melhores horas e pessoas que conheci na vida. Porque a ela devo grande parte do que aprendi, aquela sabedoria que você só adquire saindo as ruas e levando um tapa na cara da vida.
E você vê que a vida não é tão ruim assim quando te dá esse tapa, ela te aponta, no chão mesmo, uma porta e diz "Vá lá e faça igual". Vá lá, e entre no jogo. E em nenhum lugar a vida é tão reluzente, nenhum lugar a vida é tão vida como São Paulo. Ao invés de ver um monte de vidas massificadas em uma naqueles vagões cheios de gente, eu vejo um milhão de histórias no mesmo lugar, em cada rosto um sentimento impresso, todos igualmente únicos e com algo pra te ensinar. Mais que o patrimônio de São Paulo, a história de São Paulo, ainda há a história das pessoas de São Paulo, cada uma delas como se carregasse um filme apoteótico e acelerado lutando pela sobrevivência.
Vejo vida em todas aquelas luzes, naquelas ruas que não param nem de madrugada, vejo vida apesar dos carros e da sujeira tentarem matar tudo, e dali, a vida só renasce mais forte, e mais uma vez, é aquela cidade me ensinando a lutar até a morte, a cair no chão e se reerguer, sujo de poeira, sangue, ou o que mais for, como ela já se reergueu das mãos de todo tipo de ladrão, criminoso, terrorista. Vejo ela como uma pessoa, uma mãe enorme, abraçando seus 13 milhões de filhos, uns mais ingratos que outros, outro tentando lhe arrancar sua parte até ferí-la, mas nem assim, ela desiste ou morre.
(continua)

3 Comments:
Um gesto banal de comentar nesse blog fica cada dia mais difícil, primeiro devido ao crescimento exponencial da minha burrice, segundo ao caráter mais poético q as postagens têm tomado, o que torna qualquer comentário meio que insignificante perante ao texto..
Bom, mas pelas poucas vezes que estive em SP pude perceber uma vivacidade diferente de qualquer outro lugar, viva a terrinha de SP que por tantos motivos eh O país do nosso país.
bjs, Louis.
Parte 2 só depois de um tour pela araucariana urbe.
atualiza isso, porra! kkkk
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