[with.sight.and.sound.becoming.fragile]
A vida lá fora é um eco. Uma festa eterna. Um vai e vem de cores incessantes, luzes sorrindo, dias e noites vagando lentamente. Um mundo brilhante do qual não faço parte.
A vida lá fora resplandece, cheia de pessoas bonitas e felizes, queimando gasolina, passando noites acordadas, trocando palavras alegres em volume alto, gritando, diriam se fosse eu, como espelhos, que refletem o pensamento um do outro, refletindo o próprio reflexo do outro, que contém nada, e nada, e nada...
Lá fora, o vento frio que corta é o mesmo que cura, o que despenteia é o mesmo que afaga, que apesar de todos os perigos é o que abre nossas asas e nos joga contra o mundo, para o nosso próprio bem. Um ninho de gaviões, que empurram os estranhos para fora quando não os consegue engolir.
E para sempre, todos eles não vão dar valor ao canto do vento, ao frescor da noite alta, a ver os dias nascerem tão vívidos. Enquanto isso continuar acontecendo, enquanto sobrar-lhes algo mais que eles mesmos, enquanto eles tiverem algo mais a fazer que se encher de perguntas e planejar o dia que não vai chegar nunca.
A vida lá fora resplandece, cheia de pessoas bonitas e felizes, queimando gasolina, passando noites acordadas, trocando palavras alegres em volume alto, gritando, diriam se fosse eu, como espelhos, que refletem o pensamento um do outro, refletindo o próprio reflexo do outro, que contém nada, e nada, e nada...
Lá fora, o vento frio que corta é o mesmo que cura, o que despenteia é o mesmo que afaga, que apesar de todos os perigos é o que abre nossas asas e nos joga contra o mundo, para o nosso próprio bem. Um ninho de gaviões, que empurram os estranhos para fora quando não os consegue engolir.
E para sempre, todos eles não vão dar valor ao canto do vento, ao frescor da noite alta, a ver os dias nascerem tão vívidos. Enquanto isso continuar acontecendo, enquanto sobrar-lhes algo mais que eles mesmos, enquanto eles tiverem algo mais a fazer que se encher de perguntas e planejar o dia que não vai chegar nunca.

3 Comments:
ohh um pouco mais de sabedoria em nossos dias again =)
" Um ninho de gaviões, que empurram os estranhos para fora quando não os consegue engolir" ! gostei mt dessa parte..e do resto tb!
ps: humildade às vezes pode humilhar as pessoas, portanto analise bem antes de dizer q o aquilo q escreveu não eh algo decente.
beijos
muito legal, em luiz.
legal mesmo!
Qual era o número 1 quando você nasceu?
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